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1 em cada 5 usuários de Android já sofreu ataque, diz estudo

00:14
A Kaspersky divulgou nesta terça-feira, 21, um estudo realizado em parceria com a Interpol que revela que um em cada cinco dispositivos Android sofreu tentativa de ataque por softwares maliciosos. Os dados são de agosto de 2013 a julho deste ano.
Ainda segundo a pesquisa, um milhão de usuários Android no mundo inteiro encontraram tais softwares em seus dispositivos durante o período analisado. Na Europa, o maior tipo de programa malicioso usado foi o Trojan-SMS, com 57%. Em seguida está o RiskTool, com 21,52%, e em terceiro, os Adwares, com 7,37%. 

Já na América Latina, a lista tem os mesmos malwares, mas com a ordem distinta. Em primeiro está o RiskTool, seguido pelo Trojan-SMS e depois, o Adware.

O Trojan-SMS é um tipo de programa que envia mensagens SMS a números premium sem que o dono do aparelho perceba. Enquanto isso, o RiskTool é, um programa condicionalmente legítimo, mas que pode ser utilizado com fins maliciosos, como o envio de SMS ou transmissão da localização. No caso dos Adwares, trata-se da chamada "publicidade agressiva", ou seja, pop-ups e notificações na barra de navegação.
A Kaspersky afirma que os usuários da Rússia, Índia, Cazaquistão, Vietnã, Ucrânia e Alemanha estão entre os principais alvos dos cibercriminosos, já que a maioria da população destes países costuma pagar por conteúdo e serviços por SMS. Na América Latina, o Brasil é o país com mais ataques registrados, seguido por México e Colômbia.


Confira 7 sintomas de que seu Android está infectado

09:32

(Foto: Reprodução)

A indústria de software malicioso para dispositivos móveis está se desenvolvendo com grande rapidez, tanto no plano tecnológico, como no estrutural. Segundo a empresa de segurança Kaspersky, o cibercriminoso "não é mais um delinquente solitário, mas sim uma parte de um sério processo de negócio".

Em 2013, foram detectadas 143.211 novas modificações de programas maliciosos para dispositivos móveis. Mas, apesar do perigo, você sabe identificar se seu aparelho está infectado? E o que fazer num segundo momento para mantê-lo protegido?

O Android é o principal alvo dos ataques. 98,05% dos programas maliciosos para dispositivos móveis descobertos no ano passado são dirigidos à plataforma do Google, o que prova sua vulnerabilidade em meio à popularidade. 

Por isso, confira abaixo uma lista com os sete sintomas mais comuns que indicam que algo errado está ocorrendo em seu Android.

1. Anúncios não desejados: se seu smartphone ou tablet está atormentado por pop-ups e outros tipos de anúncios intrusos, ou durante a navegação ocorrem redirecionamentos não esperados – independentemente do fato de que pode ser considerado de aplicações normais - é provável que você tenha instalado um adware.

2. Picos de dados: alguns arquivos maliciosos incrementam o uso de dados para fazer com que o dispositivo se conecte repetidamente a um website, clique em anúncios, faça download de arquivos grandes e envie mensagens.

3. Faturas elevadas sem motivo: frequentemente, o malware faz com que um smartphone ou tablet infectado ligue ou envie SMS para números premium, também conhecidos como “0900” ou números curtos de 5 dígitos, elevando o preço da fatura telefônica.

4. Aplicativos não solicitados: alguns Apps maliciosos compram ou baixam aplicações do Google Play ou outras lojas não oficiais. Se em seu dispositivo aparecer aplicativos que você não fez o download, suspeite.

5. Apps que utilizam funções desnecessárias: alguns programas maliciosos se disfarçam de aplicativos legítimos. Se solicitarem permissões ou outras funções que não são necessárias para seu uso, é provável que tenha fins maliciosos.

6. Atividade estranha em contas online: este problema não afeta somente os PCs. O malware móvel é muito complexo e pode roubar senhas, credenciais de acesso e dados guardados no dispositivo.

7. Aplicações que exigem dinheiro para desbloquear o dispositivo: nenhuma empresa legitima que opera dentro da lei bloqueia o dispositivo e pede dinheiro para desbloqueá-lo.

Especialistas afirmam que a melhor maneira de manter o dispositivo protegido é instalando uma boa proteção anti-malware. Contudo, existem medidas adicionais para evitar a infecção:

1. Não praticar o desbloqueio do dispositivo, técnica conhecida como "root", equivalente ao "Jailbreak" no iOS
2. Configure um PIN ou uma senha para desbloquear a tela.
3. Baixe aplicativos que procedam de fontes de confiança – prefira os da loja oficial
4. Não utilizar redes Wi-Fi públicas na hora de realizar qualquer tipo de transação.
5. Revisar as permissões que solicitam os aplicativos.
6. Armazenar somente os dados confidenciais que sejam necessários no dispositivo
7. Instalar uma função de controle parental para evitar que as crianças comprem aplicativos ou conteúdo multimídia sem a permissão de adultos.

Fonte:Olhar Digital
 
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